Procurar todos reddit

Todos os posts passam por uma Queue para aparecem no Reddit, e lá é onde analisamos para ver se o mesmo vai ser aprovado ou não. Fique de olho no seu post, pois após ser enviado, dentro de algumas horas ele provavelmente vai ser analisado e, caso seja removido, colocaremos uma flair indicando o motivo da remoção. A configuração de um negócio on-line requer uma abordagem completa de todos os atributos principais de criação de lojas. Fizemos uma verificação de antecedentes de várias fontes de dados e Shopify parece pairar em todos os cantos do setor de comércio eletrônico. Vamos descobrir o que é Shopify e como Shopify trabalho. reddit ai só avisando provavelmente vai entrar uma galera amanha no server por motivos de citação em video, não especifica, mas sim a palavra 'reddit', ai as pessoas vão procurar se tem tlgd? 1 comment Agora vamos criar uma lista aonde temos os dados que queremos procurar, para isso copie a coluna C e cole em G3 por exemplo. Em seguida selecione os dados da coluna G e clique na guia Dados->Remover Duplicatas, assim teremos uma lista com as notas fiscais únicas da planilha. Todos os descontos Teste de Velocidade; Share 8 sites para procurar e baixar arquivos torrent na internet 09/07/2015 às 18:36 2 min de leitura. Wikerson Landim 57 Compartilharam ... Já faz algum tempo que Google virou sinônimo para site de busca. E não é por acaso, já que ele domina 94% de todo o tráfego orgânico na internet.. Isso significa que, sim, sua estratégia de SEO precisa, obrigatoriamente, considerar o Google.. Por outro lado, talvez o perfil do seu público case bem com as opções preferidas pelos 6% restantes. Watch anywhere, anytime, on an unlimited number of devices. Sign in with your Netflix account to watch instantly on the web at netflix.com from your personal computer or on any internet-connected device that offers the Netflix app, including smart TVs, smartphones, tablets, streaming media players and game consoles. O jovem santiaguense Matheus Tusi Gimenez faleceu nesta madrugada em Porto Alegre. Ele era o único filho de Laura Tusi, empresária de família tradicional de Santiago, ex-proprietária da loja Atitude. Há tempos ela mudou-se para a capital. A família está muito chocada, assim como os amigos. Alguns viajaram a Porto Alegre para as providências. Seu … Para o bem e para o mal, são eles que tornam o Reddit único. Todos os posts e comentários que você verá no site aparecerão ao lado de um par de setinhas (ou outros ícones equivalente, já ... Expand your Outlook. We've developed a suite of premium Outlook features for people with advanced email and calendar needs. A Microsoft 365 subscription offers an ad-free interface, custom domains, enhanced security options, the full desktop version of Office, and 1 TB of cloud storage.

Povoação independente de política, mau humor e hostilidade

2019.12.07 21:42 cavadela Povoação independente de política, mau humor e hostilidade

Casual "Portucalense" - povoação independente de política, mau humor e hostilidade.
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2020.09.28 10:24 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

Olá amigos. Hoje vamos falar de carros, um assunto que me é muito querido.

Take-Aways Principais

Driving is love, driving is life

Quando tinha 14 anos os meus pais deram-me uma motinha de 50cc velhinha. Tinha dezenas de milhares de quilómetros, estava a precisar de algum trabalho, gastava muita (MUITA) gasolina, mas era minha. A partir desse dia tornei-me independente: tinha a possibilidade de ir onde quisesse, quando quisesse. Toda a cidade passou a estar acessível no espaço de minutos e não horas, e as aldeias envolventes em "meias horas" e não horas. Deixei de ter que pedir para que me levassem aos sítios, passei a ir quando queria ou precisava. Com algum dinheiro da mesada podia ir saindo com os amigos e começando a ter uma vida mais "adulta". Pouco tempo depois, ainda por volta dos 14, aprendi a conduzir carros também (em estradas privadas, claro).
O valor desta transição é absolutamente imensurável no desenvolvimento de um miúdo. Passa a haver responsabilidade. Quando tinha acidentes, o que acontece de certeza, a culpa era minha e havia consequências. O corpo doía, a mota aparecia riscada e a precisar de reparações, e o que não conseguisse fazer eu tinha que encontrar forma de pagar. Os vizinhos queixavam-se do barulho. Quando chovia chovia-me em cima, e quando fazia frio de manhã a mota não queria pegar. Mas! Quando queria ir ao Continente comprar doces podia ir, quando queria ir visitar o meu pai não tinha que pedir boleia a ninguém, e por aí fora.
A experiência de começar a conduzir muito cedo, particularmente no ambiente "controlado" de uma cidade pequena, serve também para desenvolver algum instinto (à falta de melhor expressão) para a condução, nomeadamente para as duas partes fundamentais que as constituem:
Eu não sei como tem sido ultimamente, mas o processo de obter a licença dos 14 anos há quase 20 anos atrás era ridiculamente simples. Eu sinto que isso não é necessariamente mau, pois reduz a barreira de entrada à condução numa altura em que ainda é possível ganhar aquele "jeito" para a condução sem se tornar uma coisa estrangeira e forçada. Tudo somado, foi facilmente uma das experiências que mais serviram para me fazer crescer naquela altura, e algo que pretendo certamente incutir em infelizes filhos que alguma vez venha a ter.
Quando fiz 18 anos deram-me um carro (muito) velhinho para as minhas voltinhas em Coimbra, para onde iria estudar. Mais uma vez, é um privilégio: era muito velhinho, o seguro era baratinho e o imposto também, mas mesmo assim nem toda a gente conseguia ter o seu próprio carro. Por ter carro nunca precisei de usar os autocarros muito regularmente, o que me permitiu poupar noutras coisas: podia fazer as minhas próprias mudanças quando mudava de casa, podia participar em actividades extra-aulas com mais facilidade, etc etc. Fui quase sempre designated driver, mas sempre foi uma responsabilidade que aceitei com muito gosto: é bom de ter a oportunidade de levar os meus amigos a casa em segurança no fim de uma noite de castanhada. Se eu próprio quisesse participar na castanhada, a Maria normalmente voluntariava-se para trazer o carro para casa.
Ter um carro velho, sem modernices como sensores (ahah), GPS, rádio (exacto), direcção assistida ou ABS, permitiu-me fazer certas coisas. Com a liberdade de experimentar, pude tentar fazer várias reparações eu próprio; notavelmente, o disco de embraiagem que neste momento está nesse carro, que ainda anda, fui eu que o coloquei lá. Pude também fazer uso de alguns baldios que há em Coimbra e arredores para aprender a controlar o carro em situações mais extremas; uma espécie de curso de condução em condições adversas do homem pobre. O que é que acontece se tiver que fazer uma travagem de emergência em piso escorregadio? Como compensar a falta de ABS caso as rodas tranquem? E se a traseira deslizar?
Conduzir, para mim, não é um privilégio nem uma mania nem um capricho. É uma das pedras basilares da forma como lido com o dia-a-dia, uma forma inalienável de independência. O transporte pessoal é uma extensão do meu corpo e conduzir é um escape muito, muito importante.

Viver no campo sem carro

Durante os primeiros 6 meses que passei no UK tive que viver sem transporte próprio; apenas conduzi carros alugados por curtos períodos para ver casas ou fazer mudanças. Usei esses meses para me ambientar, deixar passar o primeiro inverno, estabelecer-me no trabalho e tratar de todas aquelas burocracias que discutimos no capítulo anterior. Aguentei todo esse tempo graças ao facto de a empresa para quem trabalho oferecer um serviço de shuttles para funcionários, que liga o campus às cidades e vilas mais próximas, numa das quais eu vivo. Isto permitiu-me não me preocupar com transportes para o trabalho durante meses, o que foi uma benesse incrível.
Estes primeiros meses foram de adaptação, de exploração e de cometer erros parvos. De aprender a perceber os Ingleses, como se comportam nas coisas mais básicas, e de me tentar misturar com eles com sucesso. Eu optei por viver no campo (i.e. significativamente fora das cidades grandes aqui à volta) por várias razões:
Tirando as viagens casa-trabalho-casa, a minha mobilidade estava muito reduzida. Ir a qualquer lado envolvia caminhar uma distância suficientemente grande para me chatear, no mínimo até à estação dos comboios e depois outro tanto onde quer que fosse. Ir às compras era um pau no cu porque tinha que as arrastar pelo monte acima até casa, pelo menos até descobrir que os supermercados entregam em casa por um preço muito muito razoável.
E depois há a rede de transportes. Eu adoro andar de comboio, mas infelizmente aqui é impossível. Nós somos dois, e ir à cidade mais próxima custa-me, pelo menos, umas 20 libras em bilhetes de comboio. Para comparação, demoro uns 25min a chegar lá de carro (mais ou menos o mesmo) e gasto talvez 2 ou 3 libras de combustível. Já para não falar no congestionamento a certas horas, em que não só os bilhetes são estupidamente mais caros, como temos que fazer a viagem toda em pé. Viagens grandes então nem se fala! Eu quero ir à Escócia ver se encontro a Nessie, e a viagem de comboio para 2 pessoas, ida e volta, ia-me custar facilmente 1000£!! Os comboios em si são espectaculares; fazem os nossos velhinhos Intercidades parecer ainda mais velhos e merdosos do que são mesmo.
Aos autocarros aplicam-se comentários semelhantes, com algumas agravantes. Não só são caros como tendem a não andar a horas, são populados com as pessoas mais nojentas que se consiga imaginar, e devem ser limpos à saída da fábrica e nunca mais.
Se calhar sou eu que sou maniento, se calhar acham que sou um snob mal habituado que anda de cu tremido desde cachopo, se calhar acham que devia era viver uns anos sem carro para ver o que é bom. Eu cá acho que paguei as minhas favas e agora mereço andar de carro até me doerem os joellhos. Eu antes quero poder ter carro e viver deslocado da cidade, do que viver no centro e andar no meio do magote enfiado em autocarros bolorentos e metros a cheirar a mijo. São escolhas. Não vejo grande apelo na "vida cultural" da cidade, da qual até posso desfrutar pegando no carrito e indo lá ver o que é o quê.

Comprar um carro

Um dia destes, com a conta do banco recheada de dinheiro de devolução de impostos, decidi que estava na hora de comprar um carro. Andei a ver carros novos e usados, e decidi que o hot hatch era para mim. Algo na vizinhança das 20000 libras, 10 pagas à entrada e outras 10 pagas em prestações durante uns 3 anos. Parecia-me razoável, estava bem dentro dos limites do que podia pagar e não me impedia de ir chegando aos meus objectivos de poupança.
Marquei um test drive e apanhei um comboio até ao stand. Chegado lá, aproveitei para fazer todas as perguntas e mais alguma ao vendedor, entre as quais como funcionaria o financiamento. Aí ele entregou as más notícias: com menos de 3 anos de residência, é virtualmente impossível conseguir financiamento para um carro, muito menos naqueles valores. Chateei-me, chamei um taxi e fui-me embora sem muito mais conversa. Fiquei fodido. Ainda verifiquei junto do meu banco com esperança da que eles, sabendo quanto ganho, etc, fizessem um jeitinho. Os valores a que me podia candidatar era muito mais baixos do que alguma vez funcionariam, por isso desisti do financiamento. Pela primeira vez na minha vida, ia comprar um carro a pronto.
Passei umas semanas a estudar melhor o mercado de usados. Andei a ver no autotrader [1], aparentemente o site mais popular de anúncios de carros. A primeira coisa em que reparei foi o quão mais baratos os carros são aqui que em Portugal. Eu sempre achei os carros usados caríssimos em Portugal, mas isto trouxe à luz o quão roubado o tuga médio é quando compra um carro. Para terem uma ideia, um familiar meu tinha comprado um carro por 5000€ (valor ajustado ao mercado) pouco antes de me mudar para cá. O mesmo carro, mesmo ano, mesmo trim level, com menos quilómetros, aqui custava 750£. Telefonei-lhe a gozar com ele, foi incrível.
Então decidi que o meu orçamento seria os tais 10k que pretendia originalmente dar como entrada. Deixei de parte a ideia do hot hatch para poder comprar algo mais recente, pois queria um carro com 2 ou 3 anos no máximo. Este limite não era tanto por cagança, mas porque queria apostar mais na fiabilidade do que noutros aspectos. Um carro mais novo, com menos quilómetros, tem uma probabilidade menor de me dar problemas no início, o que me compra tempo para conhecer o panorama de oficinas aqui à volta, o que esperar do seguro, etc. Pequeno, novo, simples, fiável; fui à caça
Há um conjunto de coisas a ter em atenção quando se procurar um carro usado:
Curiosamente, acabei por comprar o meu carro no mesmo stand onde fui antes, ao mesmo vendedor que me tinha entregue a triste notícia sobre o financiamento. Ele ficou impressionado por me ver de volta, mas a vida tem dessas coisas. Apenas fiz um test drive, e comprei imediatamente o carro. Pode parecer precipitado, mas:
bom negócio. Um bocadinho acima do valor de mercado segudo o autotrader, mas nada de muito preocupante.
Ficou marcado ir levantar o carro dali a 2 dias, e entretanto teria de tratar do seguro. Eu já tinha feito algumas simulações de seguros, portanto sabia o que esperar, mas mesmo assim achei caro: quase 1000£ ano para o seguro de um carro pequeno. Entretanto tenho explorado melhor o assunto, e parece que o mercado de seguros no UK sofre de graves problemas:
Para tornar o sistema verdadeiramente insultuoso, há seguradoras que oferecem potenciais descontos se instalarmos no carro um tracker da sua eleição [4]. Ou seja: cobram o que quiserem e ainda querem saber onde ando e a que velocidade ando, e se eu conduzir "bem" segundo lá os critérios deles, fazem-me um desconto; se não gostarem da minha condução sobem-me o preço. Naturalmente, mandei-os passear e paguei mais por um seguro sem tracker. Honestamente, acho a mera proposta de me deixar espiar por um potencial desconto no seguro nojenta: é o reflexo de um sistema profundamente partido. Ninguém diz a um português o que é conduzir "bem", caralho.
O seguro do carro trata-se todo online, o que para mim é muito estranho, e até se pode verificar online se o carro tem seguro [5]. Os comparadores de preços [6] são nosso amigos, mas cuidado com eles por vezes; já li casos de pessoas que tiveram apólices canceladas por tentarem muitas comparações com detalhes ligeiramente diferentes (infelizmente não encontrei uma ref para esta, mas penso que foi no /LegalAdviceUK). Correndo o risco de me repetir, o sistema de seguros auto aqui está profundamente desregulado e a precisar de alguém com tomates para o resolver. Certamente não será o BoJo.
No dia em que levantei o carro:
Dias depois recebi o novo V5C em meu nome. O V5C é uma espécie de livrete, ou "documento único" se formos modernos, mas ao contrário do livrete nunca deve andar no carro pois é muito fácil transferir o V5C para outro nome sem intervenção do dono anterior. Mais curiosamente ainda, o V5C não prova propriedade do carro, apenas quem é o "registered keeper" dele. Por outras palavras, a minha única forma de demonstrar que sou dono do carro é a factura que me deram quando o comprei. Neat.
Sentei-me no carrito, carreguei no botão para arrancar o motor pensando "que modernice", e ele lá acordou. Curiosamente, só nesta altura é que me ocorreu: se calhar não era uma má ideia ir ler sobre as regras da estrada aqui. Sorte a minha, o governo tem a totalidade do Highway Code [8] disponível no site, e tenho-o lido aos bocadinhos. Mais sobre isso no próximo capítulo.
Curiosamente, não é preciso termos connosco nenhuma documentação quando conduzimos [9]. Os Ingleses têm uma abordagem diferente da nossa no que toca à documentação; é tudo guardado em bases de dados do governo, e eles só precisam de verificar a matrícula contra a base de dados para saber se está tudo bem. O condutor apenas precisa de ter a carta de condução, e alguma identificação por conveniência. Eu pessoalmente costumo ter o cartão de cidadão e a carta de condução. Idealmente teria o passaporte, mas evito andar com o passaporte no bolso, e o cartão de cidadão deve ser mais do que suficiente como identificação até no mundo pós-brexit. Na realidade penso que a carta de condução por si chegaria, mas mais vale estar seguro né?
Virei proprietário do meu próprio veículo! Mais um, porque nunca vendi o bolinhas que está em Portugal.

Conclusão

Tenho que confessar que estou impressionado pela positiva com a experiência que foi comprar um carro no UK. O processo foi muito mais simples do que esperava, e praticamente tudo se tratou no stand na hora da compra. Até o seguro podia ter ficado logo resolvido, mas eu preferi fazer em casa com mais algum controlo sobre isso. Nota-se que é um sistema muito mais polido que em Portugal, pelo menos na minha experiência.
A minha relação próxima com a condução começa a entrar, infelizmente, em rota de colisão com o status quo: vivemos num mundo que cada vez menos suporta o transporte individual. Há gente a mais no mundo, e há carros a mais no mundo, há fumo a mais no mundo. Na realidade, há "a mais no mundo" de quase tudo o que é mau, pessoas incluídas. Sinto que esta minha necessidade de conduzir vai brevemente bater de frente contra a necessidade global de cortar no transporte individual a favor de transportes colectivos. Até lá, vou aproveitar as espectaculares estradas de campo aqui à volta, particularmente a horas em que não estejam completamente congestionadas. Fiquem de olho, o próximo capítulo vai falar sobre a experiência que é conduzir no UK, e como é que difere do que eu esperava.
Desta feita apontei para um post mais curto que o anterior, que essencialmente parte este assunto em dois: este primeiro cobre o processo de como (e porquê) comprei o carro, e o seguinte vai cobrir a experiência de conduzir em si. Notei que o engagement no capítulo 1 foi menor que nos posts anteriores, e suspeito que ler uma epopeia tão longa não ajuda; digam-me nos comments se tenho razão.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

Referências

Capítulos Anteriores

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2020.09.27 21:06 diyuk [sério] Problema vestibular/Vertigens - Alguém com o mesmo problema?

Boas a todos,
Antes de mais queria frizar que isto não é um assunto de brincadeira e decorro ao reddit para ver se alguém passa ou já passou por problema identico e como obteve melhorias. Vou resumir um pouco a minha "história" deste problema para se perceber o motivo de eu vir até aqui.
Em meados de 2018 comecei a ter episódios de vertigens* e tonturas, onde optei por ir ao meu médico e explicar-lhe a situação. O mesmo não sabia dizer-me de onde poderia vir esses episódios. Então, começamos com a fase de procurar o problema e fiz:
- Lavagem de ouvidos; Exames ao sangue (estava tudo ok); Raio-X às costas e cervical; TAC à cabeça; Prova de esforço, ECG; Holter 24h; MAPA 24h; eletroencefalografia.
Com isto tudo normalizado, apenas descobrimos que tinha uma arritmia benigna, mas é tranquila e já sei quando as tenho e não é daí o problema.
Como isto não passava, passou-me Betaistina e andei quase meio ano a aumentar as dosagens, até que percebi que a medicação me fazia era pior.
Ora, o médico de familia chegou à conclusão que eu não tinha nada e descartou sempre ser necessário ir ao otorrino.
Como eu tinha problemas na lombar, comecei a ir a um osteopata que me tratou, onde me aconselhou a ir a um otorrino!
Cansado, meti seguro de saúde e lancei-me ao otorrino e a um cardiologista. Do coração, o que tenho, nada me pode fazer ter estes episódios. No otorrino, fiz 8 exames diferentes e encontrou-se os problemas nos exames.
# Hiporreflexia direita (59%) - Exame Videonistagmografia.
# Alterações verificadas podem ser sugestivas de dependência visual e somatossensorial para manter o equilibrio estático e dinâmico. - Exame Posturografia dinâmica.
O otorrino ao ver estes exames e os outros estarem normal, mandou-me fazer sessões de fisioterapia vestibular. Fiz 3 sessões e entretanto apareceu o covid. Andei 3 meses muito bem, até que voltou tudo e mais agressivo. Voltei à fisioterapia e mandaram-me ao médico fazer reavaliação. O mesmo analisou-me e diz que eu já estou BEM. Mas, mandou-me continuar a fazer fisioterapia e ir a um neurologista (que, já fiz exame antes e não era dali...).
Eis o problema... Eu não melhorei, estava a melhorar até ter parado a fisioterapia e desde que os episódios me voltaram eu não voltei a estar normal... O otorrino primeiramente manda-me fazer fisioterapia e agora já diz que eu estou bem sem me mandar fazer exames...
Como isto está a dar cabo da minha vida pessoal e social, venho até aqui ver se alguém teve ou tem os mesmos problemas e com os resolveu e/ou o que me aconselha.
Eu não sou medicado em nada, já deixei de tomar café, reduzi no sal e evito açucar, coisas que supostamente pioram.
*vertigens: sensação de ver as coisas a moverem-se mesmo estando parado. começo a ver tudo a andar à roda como se fosse uma roleta.
Os meus sintomas atuais: tonturas, vertigens (é o mais raro), sensação de perda de equilibrio, sensação de peso na cabeça.
Alguns sintomas tendem a aparecer quando estou a mexer no telemóvel, o que é estranho mas é uma coicidência.
Importante ou não referir: Tudo isto surgiu após eu saber que o meu pai tinha uma doença oncológica grave. Coicidência ou não, é a verdade. O otorrino nega que possa ter ligação, o meu médico de familia também.
Peço desculpa pelo testamento e talvez tenha ficado um pouco confuso, mas cá estarei para tirar as dúvidas a alguém que me possa tentar ajudar.
Obrigado.
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2020.09.24 08:57 maylala Muitas coisas

Coisas que têm me abalado muito ultimamente:
Eu não to conseguindo acompanhar meus compromissos escolares: Eu já perdi muitas aulas online porque durmo de manhã e acordo apenas ao fim da tarde. Tô entupida de tarefas acumuladas e atrasadas porque tem sido tão difícil de me concentrar e os professores repentinamente mudaram o ritmo das coisas nas últimas semanas, mandando muito mais tarefas. Um até mesmo passou duas atividades no feriado. Pedi pra representante de classe conversar com a coordenadora de sala sobre, mas acho que ela esqueceu e eu não quis a lembrar pra não ser chata, acho que já sou reclamona o suficiente. Acho que os professores pensaram que tivemos tempo suficiente pra nos adaptar com o ead e aumentaram o ritmo, mas não consigo acompanhar e isso faz eu me sentir tão irresponsável.
Meus pais: Eles brigam todos os dias, por qualquer coisa. É insuportável estar no mesmo ambiente que os dois juntos, nenhum se respeita, e ainda por cima o meu irmão mais velho diz que se eles brigarem e ele estiver fora, eu devo ficar prestando atenção nas malditas brigas pra ver se não tem nada sério.
Medo: Tenho muito medo do futuro porque sinto que desde que comecei a realmente crescer, tudo tem piorado. Todos os anos que se passam se tornam os piores da minha vida e eu tenho medo de me perder completamente.
Tenho o sentimento de que vou acabar sozinha: Não acho que sou legal e nem interessante, na verdade muito pelo contrário, então penso que vai ser difícil pra mim continuar tendo alguém nessa vida. Minha melhor amiga é a melhor pessoa da minha vida, e ela diz que sempre que eu me sentir sozinha eu deveria pensar nela porque ela nunca vai me deixar, mas minha melhor amiga também é suicida e o constante medo dela realmente se matar um dia também me dá esse medo de ficar sozinha. Eu queria tanto ser capaz de tirar toda a dor dela, me sinto muito impotente e inútil por não conseguir, porque ela é uma pessoa tão inteligente, legal, engraçada, incrível, tem tanto pra oferecer e conquistar nesse mundo e me ajuda de uma maneira indescritível.
Preocupação: Aconteceram algumas coisas e minha melhor amiga disse que iria tomar um tempo, só que eu tô com medo de que nesse tempo ela tente se machucar e o mesmo tempo eu não quero interromper esse tempo que ela tá tirando.
Ajuda profissional: Procurei uma vez no caps, ano passado onde essa minha melhor amiga se trata, junto dela e da mãe dela, mas eu menti em 2/3 da consulta e nem falei sobre o vício em automutilação que eu tenho, porque tenho uma dificuldade indescritivelmente enorme em dizer oq sinto. Então no fim o moço disse que eu não tava precisando de um acompanhamento, mas que se eu achasse que precisasse, eu poderia voltar. Pode parecer infantil, mas isso me fez me achar uma grandíssima dramática e agora tenho medo de procurar algum de novo e acontecer o mesmo, porque eu ainda não sei se conseguiria falar tudo o que eu sinto e esse sentimento de eu ser dramática e exagerada só aumentaria.
É isso, eu acho. Uso o Reddit desde beem recentemente, então considerem isso se me acharem estranha por algo kkkk
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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2020.09.18 14:34 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 0: Introdução]

Post anterior: https://www.reddit.com/portugal/comments/itrx1l/estou_a_pensar_escrever_uma_s%C3%A9rie_de_textos_sobre/
Olá amigos.
Perguntei-vos se estariam interessados numa série de posts acerca da minha experiência enquanto emigrante no UK. A resposta pareceu positiva, por isso vou começar a publicar o que vou escrevendo. Este primeiro post serve de introdução para ditar o mote dos restantes; aproveito para deixar aqui uma série de notas que depois escuso de repetir nos seguintes.

Que merda é esta?

Há-de ser um relato mais ou menos organizado da minha vivência como emigrante, escritos de forma predominantemente episódica. Cada capítulo pretenderá abordar um tema diferente que, na minha opinião, poderá afectar outras pessoas na mesma situação que eu. Basicamente, cada capítulo relatará grosso modo uma situação que me fez pensar "puta que pariu, porque é que não me disseram isto antes?"
Mais concretamente, quero:
Antes de começarmos, algumas coisas importantes de referir:

O que é que vem a seguir?

Este post é uma introdução muito básica ao "projecto" que estou a começar. Neste momento tenho esta introdução escrita, e mais alguns capítulos pensados e alinhavados. Para já, tenho alguns temas principais acerca dos quais gostaria de (ou comecei a) escrever:
Não os vou escrever por ordem, garantidamente. Sintam-se à vontade para sugerir tópicos, já acrescentei um ou outro de comments no outro post. Vou tentar manter os posts ligados uns com os outros com um índice ali no topo.

Quem és tu, e porque é que hei-de querer saber disto?

Por razão nenhuma. Lê este; se gostares, provavelmente vais gostar do resto. Se achaste que é só um gajo a dissertar sobre temas da vida, então acertaste na mouche. Se não gostas de gajos a dissertar sobre temas da vida, talvez não gostes disto.
Eu sou um gajo qualquer, suspeito que parecido com muitos vós: casa dos 30, carreira em tecnologia, mania que é esperto, emigrado recente. Acho que a minha experiência enquanto emigrante é deprimentemente mediana, e é aí que vejo o valor deste esforço. Entre decidir que queria vir e o dia de hoje, passei por uma série de situações que suspeito que muitos outros também atravessaram, e para as quais gostaria de ter tido aviso. Alguns exemplos de que me lembro de repente:
Eu também não sabia de nenhuma destas (e outras coisas), e às vezes saiu-me do bolso não saber disso.
A minha experiência provavelmente foge da média em alguns aspectos cruciais: não vivo nem trabalho numa cidade, vim já com um contrato de trabalho permanente assinado, e por aí fora. Escrever sobre alguns desses aspectos talvez passe a ser mais um exercício de memória pessoal que outra coisa, ou talvez as minhas peripécias pessoas ressoem com alguém, logo vemos.

Motivação

Um bocadinho do que está por trás das razões que me trouxeram para aqui:

Porquê NÃO emigrar?

Quando fui entrevistado para a posição em que estou agora, o entrevistador final (depois de umas 5 entrevistas para a mesma posição) perguntou-me: "estás nessa empresa há coisa de um ano, porque é que te queres mudar?". A minha resposta foi simples: não quero.
Em Portugal a vida tem uma leveza que não consigo encontrar em mais lado nenhum. Ganha-se pouco, é certo, e as oportunidades são muito limitadas, mas:
e por aí fora. A minha vida em Portugal era de uma tranquilidade incrível. O trabalho era especializado e pouco exigente, trabalhava com amigos de longa data na minha área de formação (que adoro). A minha rotina estava extremamente solidificada, vivia numa cidade que adoro (ah Coimbra!), conseguia-me facilmente sustentar, vivia numa casa boa numa zona boa. Visto de fora, tudo estava OK. A opção fácil teria sido deixar-me ficar; tinha facilmente emprego para a vida e poucas chatices.
Ainda assim...

Porquê emigrar?

Há uma certa insatisfação que vem com o saber que chegaste ao topo muito cedo, e que o topo não é tão alto como querias. Eu sou extremamente ambicioso, não do ponto de vista materialista e egoísta, mas mais numa eterna ânsia de ser melhor no que faço. Eu tive a espectacular sorte de escolher uma profissão pela qual me apaixonei, e de ter conseguido sempre trabalhar nela estes anos todos. O meu trabalho foi aparentemente tendo qualidade, e fui indo por aí acima. Um mestrado vira doutoramento, que vira bolsas, que vira escrita de projectos, que vira posições em empresas, que vira posições séniores.
No entanto, há um tecto máximo para o que se pode fazer em Portugal na minha área: o mercado é dominado por empresas muito pequeninas, altamente subsidiodependentes, e nas quais honestamente não vejo futuro. Eu não quero passar o resto da minha vida profissional a trabalhar num "one-man army", eternamente a desenvolver soluções que nunca vão vingar porque, convenhamos, há limites para o que uma equipa pequena consegue fazer. É extremamente descolhoante ver o nosso trabalho, que toda a gente diz que é muito bom, ficar perpetuamente atrás por falta de recursos, ou manpower, ou investimento, ou o que lhe quisermos chamar. Dei por mim a tornar-me uma pessoa frustrada, daquelas que vêm as notícias e dizem mal de tudo, mesmo do bom; pequenino e sempre zangado. Decidi procurar outras coisas.
Mudei-me para o UK com contrato assinado para uma multinacional gigantesca, bom salário, boa zona do país e, acima de tudo, projectos incríveis desenvolvidos por pessoas com as quais tenho aprendido muito. Estou novamente no caminho certo.
Eu não me mudei pelo clássico "ganhar mais". Obviamente que triplicar o salário de um dia para o outro é fixe, obviamente que é fixe comprar carros a pronto (mais sobre isso mais tarde), obviamente que ir às compras e nem olhar para a conta é bom; mas há mais que mova um gajo. O salário é um factor, mas é um factor.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
Edit: desculpem a formatação manhosa no início, esqueci-me do modo markdown.
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2020.09.18 02:33 SobreTudo_Oficial Conheçam meu canal que aborda o tema educação de forma elegante =)

Conheçam meu canal que aborda o tema educação de forma elegante =)
Olá reddit brasília
Faço vídeos abordando assuntos interessantes para estudantes e para que querem agregar mais conhecimento, todos abordados de forma única e elegante.
Recentemente fiz um vídeo voltado para o assunto filosofia, onde eu explico quais são suas origens e sua relação com a ciência e quem foram os percursores e arautos da ciência.
https://www.youtube.com/watch?v=qYUOWrTqLSU ---> Um dos meus vídeos mais recentes
Espero que gostem do meu conteúdo, faço eles dessa forma para procurar inovar na forma de transmitir conhecimento, de forma relaxante e original.
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2020.09.18 02:30 SobreTudo_Oficial Conheçam meu canal que aborda o tema educação de forma elegante =)

Olá reddit de Juiz de Fora
Faço vídeos abordando assuntos interessantes para estudantes e para que querem agregar mais conhecimento, todos abordados de forma única e elegante. E também sou mineiro rsrsrsrs.
Recentemente fiz um vídeo voltado para o assunto filosofia, onde eu explico quais são suas origens e sua relação com a ciência e quem foram os percursores e arautos da ciência.
https://www.youtube.com/watch?v=qYUOWrTqLSU ---> Um dos meus vídeos mais recentes
Espero que gostem do meu conteúdo, faço eles dessa forma para procurar inovar na forma de transmitir conhecimento, de forma relaxante e original.
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2020.09.17 12:50 Bohemian_Zombie Cuidado com os psicólogos nesse sub.

Pessoal, algo que li recentemente me deixou com muitas dúvidas e, na verdade bem alarmado. Abri um post aqui nesse sub de uma pessoa que se diz ser psicóloga, formada nas faculdades mais badaladas do mundo... mas isso não importa. Seja você um pós doutor formado numa universidade reconhecida internacionalmente ou simplesmente um estudante de uma humilde faculdade federal brasileira (que ainda são ótimas, por sinal) para reconhecer que ÉTICA é ÉTICA. Não importa quão bom você seja na profissão. Não me importo que você tenha 90 anos de estudo teórico e prático de psicologia, entenda que existem práticas antiéticas dentro da área e que um psicólogo deve ser profissional. E qualquer pessoa pode e deve denunciar esse comportamento.
Para resumir, uma conta, que inocentemente tinha clamado ser um doutor psicólogo formado numa universidade fora aqui no país fez um post de ajuda comunitária, onde responderia e ajudaria pessoas com problemas nessa comunidade. Como nós muito bem sabemos, temos pessoas que encontram esse sub pra falar sobre os pensamentos mais profundos, sinceros e complexos de serem lidados; alguns, por exemplo, estão num estado suicida e que podem se machucar de diversas formas e por isso procuram essa comunidade por apoio, onde geralmente é indicado a ela procurar ser atendido por um psicólogo/psiquiatra. Agora, uma coisa é procurar essa comunidade a respeito de opiniões e falas motivacionais sinceras e positivas de pessoas que simplesmente querem ajudar as outras por empatia e... bem, temos pessoas que brincam de ser psicólogas. Não estou me questionando se aquela conta era falsa ou não, isso não me importa. Mas qual é a audácia que uma pessoa tem que ter pra CRIAR UM POST NUMA COMUNIDADE COM PESSOAS CONTENDO SÉRIOS PROBLEMAS COMPLEXOS DIZENDO SER UM PSICÓLOGO EM ATUAÇÃO FORMADO NAS FACULDADES MAIS CONCEITUADAS DO PLANETA, NÃO DIVULGANDO SEU NOME NEM CRP (Ou seja, o número que um psicólogo tem cadastrado, assim como o médico tem o CRM) E, AINDA POR CIMA, DANDO OPINIÕES ATÉ UM POUCO SUSPEITAS E PIOR DE TUDO: DANDO CARTEIRADAS E DIMINUINDO QUEM QUESTIONASSE SUA ÉTICA COM UM FERVOR MEDONHO. Em um caso, ele dá uma carteirada numa pessoa que questionou essas práticas duvidosas com uma carteirada, falando que "você não está equipado para conversar sobre psicologia", utiliza diversas ironias que diminuem a pessoa, e ainda termina essa conversa LITERALMENTE soltando um "o som do microfone caindo". Gente, o que é isso? Me perdoem, mas isso não é construtivo, mas pra mim só reforça a ideia de que "Eu tenho mais formação que você então você não tem local de fala".
PSICOLOGIA NÃO É UM BRINQUEDO. Psicologia é uma área da saúde totalmente embasada no saber científico e baseada em rigorosas leis de éticas que garantem o profissionalismo do psicólogo, quando atua. Entenda, atuar como um psicólogo já é uma tarefa TOTALMENTE diferente de dar só suas opiniões, por mais positiva ou sincera que seja. Um Psicólogo clínico tem que olhar o paciente e tratá-lo baseado em todas as ferramentas e teorias que ele estudou em sua formação, assim como medicina, veterinária, etc. E para garantir que isso seja cumprido, existe uma série de leis vigentes que garantem que este aja como um profissional e não aplique tratamentos que violam os princípios universais dos direitos humanos e éticos, por exemplo.
Galera, essa pessoa infligiu inúmeras leis éticas só fazendo aquele post. Ele tinha a NECESSIDADE de falar pra todos que o questionasse que "Você não sabe nada e deveria ficar quieto antes de falar besteira". Ele foi extremamente agressivo com as pessoas que tentassem ao mesmo dialogar essa prática que eu pessoalmente considero criminosa, E QUER SABER? Eu, como um cidadão (apenas um estudante de psicologia) vou sim questionar você, não importa se é formado, mestre ou doutor, porque a gente não vive num mundo hierárquico. Se você discorda de uma pessoa com conhecimento, questione-a, mas antes, também, informe-se com conhecimento factual para não opinar baseado no senso comum. Argumento por autoridade para mim não é necessariamente um argumento.
Mas, voltando ao assunto, entenda que se uma pessoa quer brincar de psicólogo tem que tomar muito cuidado. Palavras têm peso, e podem ser decisivas para impedir alguém de cometer algum ato contra si mesmo. Agora pense, uma pessoa que está no reddit, nas mãos de um autoclamado (vou falar isso mesmo pq ele não deu nenhuma informação sobre ele) psicólogo, vai levar em consideração tudo que ele falar e disser, assim como acreditamos num médico quando fazemos perguntas. É muito fácil uma pessoa nessa posição diminuir a outra ou mesmo INCENTIVAR ela a se machucar etc. coisa que é abominável para um profissional da saúde, ou mesmo para qualquer um.
Claro, vocês como usuários do desabafos fiquem livres para colocar a suas opiniões e observações, por mais leiga que seja, porque vocês são uma fonte de inspiração e ajuda para muitas pessoas aqui, eu mesmo vejo isso e me orgulho muito da capacidade e motivação dessa linda comunidade em ajudar tantas pessoas com comentários excelentes, na qual me sinto honrado poder ler. Somente tome cuidado na hora que você se disser um psicólogo em atuação ou se deparar com um potencial charlatão.
Edit: Gramática.
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2020.09.15 02:41 khkjzhxckj Pensamentos da noite: gostar de quem não gosta mais de você.

Eu vejo muita gente com dificuldade de "superar" o ex relacionamento, minha prima esses tempos tava me falando que faz 3 anos que ela e o ex terminaram e ela ainda não superou. Já saiu com outros, fez várias atividades, viajou pra fora do país... mas ainda não para de pensar nele tipo ela fica o tempo todo falando nele...
E eu vejo isso aqui no reddit tbm e eu sempre pensava que o tempo curava tudo, que é só a pessoa procurar outras atividades pra se distrair e o tempo dava um jeito... E aí vejo minha prima praticamente uma obcecada.
Agora, eu me sinto completamente diferente, sempre esqueci rapidinho qualquer cara. Tipo, o cara não gosta de mim? Bem, eu é que não vou gostar de alguém que não gosta de mim... E eu sei que a gente não controla os nossos sentimentos, mas é bem assim que eu me sinto, o cara não gosta mais de mim; eu logo deixo de gostar dele também.
Pensando nisso eu lembro da nossa infância, minha e da minha prima. O meu pai não quis saber de mim e o dela morreu antes dela nascer, então nós duas éramos muito próximas das nossas mães, mas a minha mãe casou de novo e me cortou também da vida dela. Assim lembro de um dia, depois dela já estar tempo me colocando de lado, eu chegar da escola mais uma vez querendo contar as novidades, como sempre fazíamos antes, e ela dizer: "meunome, eu não quero saber..." e ir ficar como maridinho novo dela. Na época isso doeu muito, porra eu já não tinha pai e agora rejeitada também pela minha mãe. Doeu, mas eu, criança de 12 anos, pensei; "foda-se, se ela não gosta de mim, não quer minha companhia, então beleza, não vou dar minha atenção pra quem não quer, um dia ela vai sentir falta, mas já vai ser tarde demais." E dito e feito hoje ela tenta se reaproximar mas eu já estou completamente bloqueada pra ela, me sinto uma pedra, nem sei se eu conseguiria reverter isso sozinha, sem terapia. E com a minha prima já foi diferente, a mãe dela nunca se casou de novo e se dedicou somente a cuidar dos filhos, por mais que as vezes ela era ruim com a minha prima porque, bem, naquela época os pais achavam que tudo era frescura e tinha que resolver na cinta... Elas sempre ficaram juntas, tanto brigando quanto ajudando uma a outra. Então eu vejo uma continuação disso na nossa vida amorosa, eu corto da minha vida quem não gosta de mim e ela não consegue abrir mão de quem ela fica junto muito tempo, mesmo a pessoa não tratando ela tão bem as vezes.
Enfim, só pensamentos.
submitted by khkjzhxckj to desabafos [link] [comments]


2020.09.14 22:37 SobreTudo_Oficial Conheçam meu canal que aborda o tema educação de forma elegante =)

Conheçam meu canal que aborda o tema educação de forma elegante =)
Olá reddit São Paulo, como vocês estão?
Faço vídeos abordando assuntos interessantes para estudantes e para que querem agregar mais conhecimento, todos abordados de forma única e elegante.
Recentemente fiz um vídeo voltado para o assunto filosofia, onde eu explico quais são suas origens e sua relação com a ciência e quem foram os percursores e arautos da ciência.
https://www.youtube.com/watch?v=qYUOWrTqLSU
---> Um dos meus vídeos mais recentes
Espero que gostem do meu conteúdo, faço eles dessa forma para procurar inovar na forma de transmitir conhecimento, de forma relaxante e original.
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2020.09.13 19:44 EuronFuckingGreyjoy Ter conta bancária nos EUA (ex: Bank of America) vale a pena? Como fazer?

Primeiro de tudo, já digo logo, não sei NADA sobre investimentos. Comecei há 3 semanas a procurar alguma coisa aqui, outra ali, e acabei achando o tópico sobre primeiros passos para investir nesse REDDIT e achei legal só para dar uma lida, mas sem ainda me aventurar.
Então, me desculpem pela minha IGNORÂNCIA, por favor não façam deboche do tópico, porque por mais que a pergunta seja de fácil resposta para muitos que já saibam investir, para leigos, como eu, pode ser algo que possa ajudar.
Falei, falei e não fui direto ao ponto. Então, indo direto ao ponto. Tentando conhecer um pouquinho mais sobre investimentos, assisti a esse video: www.youtube.com/watch?v=Ub2lZw3VFpE
E nesse video tem uma cadeia de comentários (que não posso opinar se são certos ou errados, pois não tenho a experiência necessária) que levou a uma discussão sobre, basicamente, como vivemos em um país sem educação financeira (e um país de ladrões) e como talvez valha mais a pena simplesmente "abandonar", dar o foda-se para o Brasil e partir para investimentos estrangeiros. Que, atualmente, é um risco investir no Brasil, e, pasmem, (não sei até que ponto isso é uma brincadeira por parte de quem investe) - que é mais justo (até concordo) e mais seguro guardajuntar dinheiro em baixo do colchão do que deixar na poupança para o banco te passar uma mixaria no final.
Toda essa discussão levou a um comentário final sobre o que é bom mesmo é comprar dólar e que é mais seguro ter conta nos EUA porque aqui, devido aos nossos governantes, um novo risco de confisco de poupanças e fundos de renda fixa estaria a um clique de acontecer em caso de imposição de estado de sítio, pois, além de um certo alguém ter umas atitudes meio intempestivas, a ordem mundial está muito mais agitada que em um passado recente e não sabemos o dia de amanhã - é claro que existe muito terrorismo nesse tipo de discussão, mas probabilidade é aquilo né, varia conforme todos os riscos que giram ao seu redor.
Sendo assim... em caso de descrença na economia do país, descrença em seus governantes e MEDO sobre o nosso dinheiro representar apenas números digitais - desmaterialização do dinheiro- vale a pena ter conta bancária fora do país pensando em segurança? (teoricamente EUA é mais estável?) É perfeitamente administrável ou fácil de abrir assim como você abre uma conta no Itaú ou Santander ou qualquer outro banco? Ou se você realmente toma aquele Clonazepam todo dia à noite pensando em mil formas da economia global ruir com o medo do imponderável após o choque causado pela pandemia, valeria mais a pena comprar ouro e deixar dentro do cofre?

TLDR: sou contra TLDRs, acho que quem não tem interesse em ler tudo, simplesmente não deveria mesmo ler.
PS: por favor, entendam que eu só refleti discussões levantadas nos comentários do vídeo. Eu apenas fiquei com dúvidas sobre o tema e achei que seria uma boa ideia saná-las com pessoas que entendem um pouco mais do assunto, aka reddit users. Nenhuma parte do texto do tópico reflete a minha opinião sobre investimentos, até porque não entendo basicamente nada sobre o assunto. Não, o tópico não é de humor. A depender das respostas vou ter uma ideia também se o ambiente aqui é acolhedor a iniciantes. Abraços!
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2020.09.08 03:37 fracassadooo Me tornei um ninho, uma alma vazia

Conheço o Reddit tem um bom tempo já, apesar de não interagir com a galera, me sinto melhor vendo as histórias/desabafos do pessoal. O texto provavelmente vai ser longo, então desde já desculpas se eu falar muito. Sou um cara de 19 anos, faço 20 no final do ano e apesar de estar trabalhando (integral) e estudando numa faculdade pública (Fatec), me sinto um em relação aos meus sentimentos, sou muito solitário, aquele tipo de pessoa que ninguém chama pra roles e coisas do gênero. E algumas coisas contribuem/contribuíram para eu me sentir assim, sai do ensino médio BV e com poucos amigos, e mesmo assim naquela época eu me sentia feliz, como se eu ainda tivesse esperança que as coisas fossem melhorar, depois do ensino médio nunca mais fui o mesmo, fui um dos poucos que não arrumou emprego ou entrou na faculdade no ano seguinte, fazendo eu ficar em casa tempo demais, enquanto as pessoas seguiam a vida e eu me sentia cada vez mais pra trás, fiquei perdendo tempo e me iludindo com concurso público. No ano de 2019 (terminei o EM em 2017), consegui tirar minha CNH, entrei na faculdade, arrumei um estágio e comprei um PC gamer, parecia tudo bem porém essa sensação de se sentir sozinho nunca passava, tinha madrugadas que eu não dormia pensando em suicídio e coisas do tipo. Em 2020, consegui ficar com uma menina pela primeira vez, no segundo encontro que foi dia 16/03, depois disso nunca mais se vimos, basicamente ela me enrolou e me descartou voltando pro ex dela no meio desse ano, e essa sensação de solidão/rejeição só aumentou em mim, me senti como um tapa buraco e na época já esperava/temia por isso e hoje estou aqui sozinho, sem amigos, sem ninguém, passei o feriado inteiro jogando no meu quarto isolado e bate essas horas só dá vontade de chorar, não consigo sorrir, não consigo me sentir feliz, apesar de ter uma casa, emprego, pais que se importam comigo e outras coisas,por isso é como eu me sentisse vazio constantemente. Cheguei a procurar ajuda psicológica, mas não adiantou mesmo depois de três meses de consultas semanais, me sinto um inútil como antes, as vezes me olho no espelho e sinto vergonha de quem eu sou, como se a todo momento eu me sentisse um fracassado e solitário. Tentei resumir como eu me sinto, espero que não tenha ficado confuso, só queria desabafar em algum lugar, e é isso, obrigado por ler até aqui, espero que ao acordar e eu me sinta melhor.
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2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.09.03 03:21 bolonamesa Talvez eu tenha depressão mas sempre tratei como preguiça

H, 25 anos.
Desde a faculdade, não tenho muita motivação pra estudar, eu acho uma coisa interessante mas não tenho empenho de sentar, me concentrar, estudar e aprender sobre.
Passo meus dias scrollando o reddit, abrindo o G1, assistindo um ou outro vídeo no youtube. Não vejo muito sentido nas coisas.
Estou na área certa pois é o que eu gosto, na teoria; na prática não é assim. Trabalho com TI mas fico procrastinando o dia todo, podia aprender e ajudar meus amigos. Falando nisso, procrastinação é minha marca, eu faço isso o dia todo, todos os dias.
Sempre considerei que fosse preguiça, mas sabe, pode ser outra coisa. Andei lendo sobre depressão e algumas pessoas se sentem assim, como eu...
Devia procurar um psicólogo, com certeza, mas.... deixa pra lá, amanhã e mais um dia, ou menos um dia?
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2020.08.28 15:08 nheca Mudança de Humira para Amgevita em Crohn - preocupações e procura de ajuda

Viva,
Antes de mais, peço desculpa se este não é reddit mais apropriado, fiquem à vontade para me dar alguma referência para um melhor. Além disso, é o meu primeiro post, por isso avisem-me se tiver feito algo de errado.
Sendo doente de Crohn, medicado com Humira (injectável, 2 em 2 semanas) desde jovem, fui avisado que me vai ser mudada a medicação para Amgevita. Tentei procurar por artigos que comprovem igual eficácia nos resultados clínicos e não consegui encontrar. Durante a procura, percebi que é um genérico (biosimilar) e que podem existir algumas diferenças a nível de efeitos secundários (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6097048/), mas não muito mais ou, pelo menos, não directamente ligado a Crohn. Por acaso, encontrei um Medium onde uma pessoa fala da sua experiência pessoal e de um support group de Facebook (https://medium.com/@amandino/im-all-for-saving-the-nhs-money-but-this-biosimilar-medication-just-isn-t-similar-enough-1e804771bbd8).
Neste momento, preferia perceber se alguma outra pessoa em Portugal está a passar por um processo semelhante. Idealmente, queria perceber:
1) Se foi dada a hipótese, a alguém, de rejeitar a mudança e permanecer com Humira; 2) Se, já tendo começado a tomar Amgevita, notou algum efeito secundário quando comparado com Humira.
Alguém me pode ajudar? Tudo de bom, e óptima sexta-feira para todos.
UPDATE: Obrigado a todos pela ajuda! Entretanto já me adicionei a um grupo do Facebook onde falam deste assunto, e a ajuda prestada já me ajudou a esclarecer algumas questões. Bom fim de semana!
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2020.08.18 15:00 novadulto Como verificar a qualidade da construção, instalações elétrica e hidráulica e afins de uma casa para alugar?

Vou começar a pesquisar umas casas pra alugar e uma coisa que me deixa com uma pulga atrás da orelha é a questão da qualidade da construção, das instalações elétrica e hidráulica, etc.
Tipo, eu não sou pedreiro nem nada mas sei instalar umas prateleiras (pelo menos o básico). Já instalei algumas que estão firmes até hoje, mas tive uma namorada na casa de quem instalei umas 10 prateleiras e dessas pelo menos umas 3 ou 4 caíram - uma delas em questão de semanas e as outras nos meses subsequentes. Parece que os tijolos lá eram uma porcaria, farelentos.
Têm também aqueles casos em que fazem uma instalação elétrica subdimensionada (não sei se o termo está correto), sem aterramento ou mesmo com ligações/conexões/isolamentos mal feitos, e na hora que você começa a colocar chuveiro elétrico, geladeira, micro-ondas, televisão, computador, ventilador, um aquecedor pros dias mais frios do inverno, etc. o sistema não aguenta e fica desarmando, acaba queimando algum aparelho ou ainda pode dar alguma merda pior.
Ou então uma instalação hidráulica meio porca (admito que aqui não sei quais poderiam ser os problemas [talvez um esgoto voltando?], mas já que é pra ficar paranoico melhor pegar o pacote completo), problemas de impermeabilização...
Tem alguma forma de eu mesmo verificar tudo isso (mesmo que por cima, só pra fazer uma pré-seleção) ou teria que levar alguém entendido/especialista nessas questões?
Sei que se tiver algum vício oculto eu tenho uns direitos e tal, mas o ideal seria não precisar usar os direitos, né (depois tem toda a dor de cabeça de procurar um novo imóvel, transportar toda a mobília, ajeitar tudo no local novo...).
Obs.: e ver esse tipo de coisa e um monte de gente nos comentários falando que já passou por isso não ajuda nada a ter confiança na qualidade das construções (talvez principalmente quando constroem a casa já pensando em alugar, que deve ter economia pra todos os lados).
Obrigado!
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2020.08.18 15:00 novadulto Como verificar a qualidade da construção, instalações elétrica e hidráulica e afins de uma casa para alugar?

Vou começar a pesquisar umas casas pra alugar e uma coisa que me deixa com uma pulga atrás da orelha é a questão da qualidade da construção, das instalações elétrica e hidráulica, etc.
Tipo, eu não sou pedreiro nem nada mas sei instalar umas prateleiras (pelo menos o básico). Já instalei algumas que estão firmes até hoje, mas tive uma namorada na casa de quem instalei umas 10 prateleiras e dessas pelo menos umas 3 ou 4 caíram - uma delas em questão de semanas e as outras nos meses subsequentes. Parece que os tijolos lá eram uma porcaria, farelentos.
Têm também aqueles casos em que fazem uma instalação elétrica subdimensionada (não sei se o termo está correto), sem aterramento ou mesmo com ligações/conexões/isolamentos mal feitos, e na hora que você começa a colocar chuveiro elétrico, geladeira, micro-ondas, televisão, computador, ventilador, um aquecedor pros dias mais frios do inverno, etc. o sistema não aguenta e fica desarmando, acaba queimando algum aparelho ou ainda pode dar alguma merda pior.
Ou então uma instalação hidráulica meio porca (admito que aqui não sei quais poderiam ser os problemas [talvez um esgoto voltando?], mas já que é pra ficar paranoico melhor pegar o pacote completo), problemas de impermeabilização...
Tem alguma forma de eu mesmo verificar tudo isso (mesmo que por cima, só pra fazer uma pré-seleção) ou teria que levar alguém entendido/especialista nessas questões?
Sei que se tiver algum vício oculto eu tenho uns direitos e tal, mas o ideal seria não precisar usar os direitos, né (depois tem toda a dor de cabeça de procurar um novo imóvel, transportar toda a mobília, ajeitar tudo no local novo...).
Obs.: e ver esse tipo de coisa e um monte de gente nos comentários falando que já passou por isso não ajuda nada a ter confiança na qualidade das construções (talvez principalmente quando constroem a casa já pensando em alugar, que deve ter economia pra todos os lados).
Obrigado!
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2020.08.16 07:21 ffuentes "Clase media aspiracional" y crecimiento: Es sostenible? A costa de qué?

Creo que a estas alturas la mayoría de nosotros entiende al menos a un nivel superficial que hay un problema que se llama cambio climático y que el riesgo Hace un tiempo he estado notando algo paradojal: Mientras celebramos la ley de las bolsitas o la llegada de la electricidad eólica o fotovoltáica e incluso algunas personas adoptan estilos de vida como el vegetarianismo y el veganismo percibo por otro lado que el consumismo nunca había sido tan masivo como ahora (a veces en el nombre de esas mismas preocupaciones medioambientales).
Estaba viendo un video donde un periodista empieza a investigar el tema del decrecimiento y llega a la calculadora global de la huella de carbono. Cuando hace la prueba se da cuenta que si su estilo de vida lo adoptasen todos en el mundo habría que utilizar los recursos de 3,2 planetas Tierra al año. Luego hace una serie de cambios y su impacto baja bastante (a 1,9). Entrevista a una mujer que tiene un estilo de vida minimalista y cuyo estilo de vida es de 0,6 planetas pero llega a la conclusión de que igual es difícil de llevar un estilo de vida así ya que la economía y el sistema no están pensados para proteger al medioambiente (y obviamente a nosotros). Algo que aprendí fue que al estar la economía enfocada en el crecimiento y a su vez en el consumo para conseguir ese crecimiento, no sólo generamos un costo ambiental mayor al producir todo eso, sino que también al adquirirlo y nuestro estilo de vida se hace cada vez más caro.
Por el otro lado noto lo siguiente: El punto del Global Footprint Calculator es dar a entender que el resto del mundo adoptará un estilo de vida más costoso medioambientalmente si vivieran como la persona que hace el cálculo. Este año me hice un instagram y una de las cosas que descubrí fue que la publicidad de instagram en general favorece harto un estilo de vida de "clase media aspiracional" (como le digo yo) donde empiezas a consumir nuevos productos que supuestamente mejoran tu calidad de vida:
Luego lo más loco es que como la tienda de Instagram también está en Instagram el feliz comprador exhibe lo que compró para que los demás lo vean y la misma tienda lo vuelve a usar como publicidad en una historia, dándole un refuerzo positivo al cliente/seguidor.
Y así por los siglos de los siglos, pero no sólo es Instagram. Incluso acá mismo en Reddit noto harto eso. Todo el rato nosotros mismos damos y pedimos consejos sobre qué comprar y es uno de los temas más importantes del sub.
Pero mi punto no es castigar moralmente a alguien, porque es algo que todos hacemos (me gusta el café de grano, las hamburguesas, los libros de papel). Mi punto es que esa aspiración por el estilo de vida Discovery Home & Health sea por el lado ambiental o financiero no va a acabar bien, por mucho que nos guste (porque es atractivo, a quién no le gustaría vivir en una casa grande?). Incluso las personas que crecimos en ambientes pobres o de clase media baja generalmente aspiramos a un estilo de vida mejor, pero la cultura nos bombardea con la idea de que "más cosas = mejor estilo de vida". Además adquirir productos nos permite demostrar que tenemos éxito en la vida y esa es otra de las teclas que suele tocar el consumismo, particularmente en gente en ascenso social.
Al mismo tiempo esa valoración consumista lleva a la frustración porque el estilo de vida nunca llega a ser ese ideal. Pero eso no impide que consumas, sólo hace que consumas menos y te enrabies o que te endeudes más y también te indignes. Uno podría pensar que aquel que vivió su infancia en carencias aprende de ello a vivir con menos, pero normalmente es exactamente lo contrario. Entonces ahí hay un círculo vicioso:
Quizás lo mejor que podríamos comenzar a hacer es no darlo por sentado y no creernos eso de que un mejor estilo de vida es aquel donde adquirimos todo lo que deseamos. Junto con eso quizás también deberíamos procurar un consumo más responsable ya que detrás de cada producto hay un impacto que está detrás: (maltrato laboral, huella de carbono, etc). Hay iniciativas de mercado como la economía circular o las empresas B pero la primera es apenas una idea y la segunda es muy de nicho (pueden todas las empresas ser "B"?). Hace poco leí a raíz del tema de los uigures que en el rubro textil está todo lo referente a producción tan tercerizado que no es posible trazar todas las partes de la misma.
Por supuesto, esto no es sólo a escala individual sino que también tiene que ver con la política. Si eventos como el 15M, Occupy Wall Street, el estallido social chileno o la cultura de la indignación de Twitter fueron catárticos (en el caso de Twitter es una catársis constante) cabe preguntarse de dónde sale tanta rabia en países que no están tan cagados como países en dictaduras. Y eso que todavía no pagamos las consecuencias climáticas de la sobreproducción. Al final todo está conectado con todo.
https://www.footprintcalculator.org/
Degrowth explained
Economía circular: Qué hacer antes que reviente el planeta
Un supermercado sin envases en Buenos Aires
El video original que vi
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2020.08.03 05:10 Prefeitura Botando a prefeitura pra trabalhar - calçamento em Vila Velha

Botando a prefeitura pra trabalhar - calçamento em Vila Velha
Cá estou de volta, como prometido.
Na postagem anterior o u/ambrofelipe havia comentado sobre uma construção que avançou sobre o calçamento, atrapalhando a passagem de pedestres. Sim, a desobstrução de vias por edificação irregular é algo que podemos requerer que seja feito! Então começando por esse caso, vamos começar a explorar o assunto:

Como solicito serviços à minha prefeitura?

"No princípio criou Deus o céu e a terra"...etc e tal e aí depois de um tempão em 1988 no Brasil saiu uma Constituição Federal que, dentre outras coisas, repartia as competências entre os entes da federação (união, estados, municípios). O municípios ficaram de cuidar do que está nos artigos 23 e 30 da constituição, basicamente - É pequenininho, dê uma lidinha que é coisa rápida e ajuda muito. Cada município tem sua própria organização, tem seu próprio site, própria legislação (ainda que harmônica com a constituição federal e constituição de seu próprio estado, mas tem). Isso é bom porquê cada município se organiza da forma que é mais conveniente, mas tem a desvantagem de que a forma de peticionar e de obter informações não é padronizada, podendo se tornar um emaranhado. Então você precisa dar uma fuçada no site da sua prefeitura para conhecer como ela funciona e com quem você deveria falar para resolver alguma coisa - Já com um protocolo de requerimento em mãos, de preferência. Não "conte com favores", oficialize seu pedido por escrito e receba um nº de protocolo.
Então em 2017 foi publicada a lei nacional de Proteção aos Direitos do Usuário de Serviços Públicos, que, junto com a Lei de Acesso à Informação, é uma ferramenta muito relevante para cobrar informações e serviços da administração pública. Essas são leis nacionais, feitas e aprovadas pela União (Congresso Nacional + sanção pelo Presidente) e aí cada esfera faz uma norma própria (ex.: decreto, por governadores nos estados e prefeitos nos municípios) para regulamentar seu funcionamento internamente àquela esfera. É por causa disso que, por exemplo, para cutucar o Estado do Goiás você consegue acessar um site da Ouvidoria que é ligado à Controladoria do Estado do Goiás, mas para chamar à ação o município de Aparecida de Goiânia, você só tem as opções e-mail, telefone e presencial. É como cada um conseguiu se regulamentar pra atender a legislação nacional.
E se eu quiser denunciar a própria prefeitura, porquê acredito que esteja acontecendo um crime?
Se você acha que tá rolando um esquema de corrupção, desvio de dinheiro, gente ganhando em cima de obra desnecessária ou malfeita, não tá chegando merenda na escola ou tá faltando coisa no hospital (por exemplo) você deverá recorrer ao Ministério Público Estadual onde fica essa prefeitura, ou o Tribunal de Contas Estadual. Estes órgãos, no geral, contam com sistemas de denúncia pela internet com opção pelo anonimato. Não poupe informações, relatos, provas, indicação de nomes de responsáveis e quem-faz-o-quê, mas seja responsável em se certificar do que está acontecendo antes de fazer sua denúncia.

Anyways, e a tal calçada de Vila Velha?

Em Vila Velha existe normatização para o calçamento, com um padrão com distância mínima e ladrilho tátil, rampas, em um programa que confere até 50% de desconto no IPTU se atendidos cumulativamente todos os requisitos, incluindo arborização. Basta implantar seguindo as orientações e requerer o abatimento conforme dita a cartilha. Esse programa tem como objetivo viabilizar com segurança o trânsito de pedestres, em especial atenção a resguardar os deficientes físicos. Esse programa é relacionado ao próprio código de edificações do município de Vila Velha, que traz uma série de obrigações relacionadas a como deve ser um imóvel para que sua construção seja autorizada.
No caso em questão, a existência de uma norma que traga determinações objetivas ao cidadão em questão para que este faça ou deixe de fazer qualquer coisa é essencial, pois estamos pedindo à administração pública que interfira diretamente no suposto exercício de direito de alguém (propriedade, no caso). Se essa norma não existisse, a administração não teria o que fazer: administração pública não lida com subjetividades do tipo "assim tá bacana/assim tá ruim". Trata de objetividades do tipo "A calçada deve ter 2,20m a partir do asfalto". Caso não houvesse lei de edificações, por exemplo, a briga seria pela aprovação de uma lei no legislativo local (Câmara de vereadores) e a normatização de sua aplicação (decreto pelo prefeito). Aí sim, depois disso, teria como brigar pela sua aplicação: administração só faz o que está na norma, e obrigar ela a fazer o que não tem norma falando a respeito é como dar uma bicicleta pra um peixe. O que acontece? nada (há!)

a dita-cuja
No relato do nosso amigo, ele se queixa de que existe uma edificação irregular que obstrui a calçada e que a prefeitura não conseguiu achar a localização. Isso é comum de acontecer, pois os funcionários da prefeitura não conhecem a cidade inteira. Se a reclamação tivesse sido feita na ouvidoria estadual, poderia ainda ter havido o redirecionamento para o município errado: Vitória tem uma mesma avenida, com uma mesma numeração, e lá tá tudo ok. Então para evitar isso, vamos provocar diretamente à prefeitura de Vila Velha e colocar o link do google maps e do google street view, para ajudar que eles localizem a ocorrência. Coloque tudo o que for de informação possivelmente útil, quanto menos coisa ficar para a imaginação da prefeitura preencher, mais garantido é o atendimento.


Ah, o bom e velho google!
O google já trouxe até o link da carta de serviços de VV com fácil acesso. É um município grandinho, então eles têm mais recursos pra um site legal.

207 serviços na carta de serviços de Vila Velha. fiu fiu.
A carta de serviços também foi instituída pela lei de proteção ao usuário de serviço público. Ela é um cardapiozinho explicativo sobre como acessar os serviços oferecidos pela prefeitura: onde pedir, quanto custa, quem pode pedir, etc. Quando tiver dúvida, recorra a ela. Se sua prefeitura não tiver, já deveria... Se alguém aí for de um município que ainda não tem carta de serviços, podemos fazer uma postagem especial sobre o caso, depois.
Não achei o assunto certo na carta de serviços, o mais próximo que havia disso era "fiscalização de obra", o que não é o caso pois essa ocupação aí já existe desde 2011 pelo menos.. Então eu fui no site da ouvidoria deles, que está acessível na própria barra de assuntos do site.

ahá!
Olhei nos serviços de ouvidoria só por curiosidade. alá o danadim. Nesse menu faltava o nome completo de algumas secretarias no título e os serviços correspondentes não haviam sido preenchidos, o que pode atrapalhar a busca por outros serviços. Inconveniente, mas não é o fim do mundo.

Tela de \"Novo Registro\". No canto superior direito, icone pra app. Não baixei, alguém aí se habilita?


Registrando a reclamação. O prazo é de 30 dias prorrogáveis por mais 30, segundo lei. Layout simples e agradável. Top.

Qual o problema, onde é o problema, dados/mapa/street view e o que eu quero que seja feito. Agora é só salvar e continuar!
É fácil! você pegou o protocolo?
Sim, eu teria obtido um nº de protocolo para acompanhar o atendimento e me certificar que fosse cumprido. Mas eu decidi não concretizar a denúncia por um motivo muito simples: Nesse período de agora tá todo mundo meio fodido, fodido e meio, e eu não sei a situação dos moradores dessa casa impor a eles essa despesa nesse momento. Essa construção já está aí a pelo menos 9 anos segundo o histórico do google street view, alguns meses a mais de inconveniente provavelmente não causarão um grande prejuízo.
O objetivo era a divulgação sobre como acessar serviços públicos, e acredito que esse objetivo tenha sido cumprido. Nem sempre é possível (ou desejável) poupar alguém denunciado por praticar irregularidades, mas acho que essa aí não é pra hoje. Salvei os dados para, se eu lembrar, botar para andar depois da pandemia. Então vamos continuar nossa prosa, falar de outros causos aí perto de vocês, e para os próximos eu prometo procurar um que a gente vá poder acompanhar o cumprimento!
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2020.07.29 01:25 meucat Alexandre Garcia e a prova "cientifica" que a cloroquina funciona, porque segundo ele "funcionou com Bolsonaro".

Estou vendo na bolha uma discussão evidentemente bolhuda sobre este ponto que A.G. tocou na live de ontem na CNN, então é bom esclarecer como funciona a ciência.
https://www.reddit.com/brasil/comments/hzl9yl/alexandre_garcia_sobre_bolsonaro_comprova%C3%A7%C3%A3o/
Nem sempre a ciência tem disciplinas exatas como nas matemáticas ou física. Medicina por exemplo não é uma ciência exata.
Aqui vai um exemplo: vc sabia que os cientistas nunca acreditaram que as pedras caem do céu? (os chamados "meteoritos"). Pois é, foi somente em 1803 que eles confirmaram definitivamente que pedras caem do céu. E como fizeram?, se guiaram pelos chamados "indícios". Muita gente dizia "alguma coisa caiu pra lá", então os cientistas decidiram em 1800 aplicar uma metodologia mais rigorosa.
Eles começaram a perguntar a pessoas localizadas em lugares diferentes, e todos os dedos apontavam mais ou menos para a mesma direção "é pra la", então chegaram à conclusão que alguma coisa caiu de fato naquele lugar, procuraram e acharam a tal pedra do céu. A partir daquele momento passou a ser uma verdade cientifica.
https://www.smithsonianmag.com/smart-news/1803-rain-rocks-helped-establish-existence-meteorites-180963017/
Quando A. Garcia diz que a cloroquina funciona porque viu o resultado com uma pessoa, isto não é prova cientifica de nenhuma maneira. Qualquer um pode argumentar "sim mas o biroliro também bebeu água, será que não foi a água que curou ele ?" ou "biroliro tomou vinho, será que não foi o vinho?". É igual um único cara dizer "uma pedra caiu do céu naquela direção". Isto não prova nada do meteorito.
Mas quando você escolhe outro elemento que não é comum como água ou vinho (ou seja, que nem todos usam), suponhamos que seja "kibe cru com alcaparra", e o Bolsonaro diz "comi kibe cru com alcaparra e curou meu coronga", ali vc está eliminando monte de variáveis espúrias, ja que nem todo mundo come este tipo de kibe. Mesmo assim isto ainda não é prova cientifica.
O assunto começa a tomar forma (igual que no caso dos meteoritos), quando outras pessoas que não se conhecem entre eles começam a dizer "eu comi kibe cru com alcaparras e sarei", então vc. começa a procurar outras pessoas que comeram o tal kibe mas não sararam, ou ao contrario, até morreram.
Quando vc. começa perceber que muitas pessoas começam a dizer espontaneamente "eu comi kibe cru com alcaparras e curei" e ainda não acha ninguém que diga "eu fiquei pior e morri", os indícios começam a apontar todos na mesma direção, igual acontecia com as pedras do céu. Agora so resta fazer provas mais rigorosas no laboratório, coisa que ainda ninguém conseguiu realizar até hoje.
Então é substituir "kibe cru com alcaparra" por "cloroquina" e tudo fica igual. No meu caso eu ouvi relatos de pessoas que conheço e me contaram exatamente a mesma historia do Bolsonaro "o medico viu, me receitou cloroquina e três dias depois a febre e outros sintomas tinham sumido". Ou seja a chance de ser um evento aleatório diminui.
A partir dali, cada um pode construir a narrativa que quiser.
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.07.22 02:28 koselleck Liga Reddit no CartolaFC - Temporada 2020

Continuando a tradição, pela sexta vez teremos a liga do Reddit – principalmente do /futebol – no Cartola. Na primeira edição a liga foi criada por outra pessoa (pelo que lembro um moderador do sub) mas como houve uma série de mudanças com o decorrer dos anos, o Cartola apagou todos os dados do jogo (times e ligas). Assim, acabei criando uma liga para nós em 2016 e a reativei hoje para disputarmos a sexta edição esse ano.
 
Para quem não sabe, o Cartola é o fantasy da Globo que atribui pontos aos jogadores e treinadores conforme o desempenho nas rodadas do Campeonato Brasileiro. Defesas, desarmes, impedimentos, faltas, gols etc., todas as ações garantem pontos positivos ou negativos. Ao final, são somados todos os resultados dos jogadores escalados por você para formar a pontuação global do seu time. Lembrando que a criação do time e a participação em ligas é gratuita exigindo apenas um cadastro “Globo”. Também há um aplicativo do Cartola para celular, o que facilita montar seu time quando se está sem acesso a um pc.
 
Aqui um link bem explicativo sobre como funciona o CartolaFC, como montar seu time, a diferença entre ligas etc.
 
Sei que agora há limite de número de ligas possíveis para participar mas seria legal que entrassem na disputa do Reddit. Peço desculpas a quem tem que se inscrever na liga todo ano mas o CartolaFC não me dá a opção de reativar a liga com os participantes do ano anterior. Atenção: a primeira rodada do Brasileirão 2020 começa no dia 08/08, data limite para a primeira escalação. Segue o link para a nossa liga (ou é só procurar por reddit na busca interna): https://cartolafc.globo.com/#!/liga/reddit
 
Lembrando os últimos resultados, temporadas 15-19:
1ª Temporada (2015)
2ª Temporada (2016)
3ª Temporada (2017)
4ª Temporada (2018)
5ª Temporada (2019)
 
Para esse ano:
Link para Tutoriais Cartola FC: Tutoriais
Mais discussões no canal #bombapatch em Discord do sub
submitted by koselleck to futebol [link] [comments]


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